quinta-feira, 9 de julho de 2009

Hoje terminei de construir algo muito importante pra mim.

Fiz um marco marciano na minha vida, um lugar comum só meu, onde flutuo, um deserto vermelho sem garoa.
Construi o meu marco na certeza que ninguém, cibernético ou humano poderia romper as minhas guardas nem achar qualquer falha no meu plano.
O meu marco tem rosto de pessoa, tem ruínas de ruas e cidades, muralhas, pirâmides e restos de culturas, demônios, divindades.
A história de Marte soterrada pelo efêmero pó das tempestades.
Construi o meu marco gigantesco num planalto cercado por montanhas, precipícios gelados e falésias, projetando no ar formas estranhas como os muros Ciclópicos de Tebas e as fatais cordilheiras da Espanha.
E na praça central, um monumento embeleza meu marco marciano:
Um granito em enigma recortado pelos rudes martelos de Vulcano: uma esfinge em perfil contra o poente, guardiã mortal do meu arcano.

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