A resposta da sua pergunta:
... então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando.
Ao fundo, To Know Him Is To Love Him - Amy Winehouse.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
'Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.' Clarice Lispector.
Hoje fazem 32 anos Clarice morreu e essa imagem dela escrevendo sempre me deixa boquiaberta, numa felicidade clandestina.
Além de musa inspiradora do blog, ela é quase uma poça d'agua , onde me espelho todos os dias. É incrível como em cada pedacinho da minha vida, alguma frase dela, cabe exatamente a mim, ao meu intímo.
Não sei se isso é bom ou mau, o fato é que sempre me cabem. Em qualquer que seja o momento.
Sinto uma coisa muito forte aqui dentro me dizendo pra seguir nesse caminho mesmo.
Essa coisa forte, me abraça com tanta ternura quando penso na vida calma e tranquila que pretendo levar de alguns dias em diante, que parece um abraço de criança: quente, aconchegante e sincero.
Clarice dizia que era um mistério para si mesma. Comigo não é diferente.
Quando penso em mim, me assusto ao perceber que não tenho definições para o meu estranho jeito de ser e de ver a vida com meus olhos que a tudo querem enxergar e absorver.
Me sinto feliz com a possibilidade de recomeços. Rotina, tédio e mesmice não fazem pólo certo comigo, nunca fizeram.
Eu preciso de movimento, mudança.
P.S : Separô diante de mim quando minha tristeza era parte do dia... com você aqui, fica tudo mais claro, pra entender, pra viver, pra sentir.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Pressentimento
(Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho)
Ai ardido peito
quem irá entender o seu segredo
quem irá pousar em teu destino
e depois morrer de teu amor
ai mas quem virá
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando o meu abrigo
vem que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade...
P.S.: às vezes precisamos ouvir certas canções. Nesse caso específico, retomá-las. "Você não é um rio cheio que eu não possa atravessar!"
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Não quero que tudo isso seja em vão, não quero que simplismente o vento leve embora como pó.
É que ando mergulhada numa atmosfera duvidosa, onde a realidade, os sonhos e os desejos de um futuro muito próximo, se misturam entre planos, incertezas, desconfianças, vontades e apegos. Eu queria poder tocar pra ter certeza, te juro.
Essa vontade dói igual arame farpado cravado na pele, nem queira sentir... O ano tá quase no fim e o que eu quero é paz pro meu coração e pra minha alma que andam meio atormentados.
Ano novo promete vida nova, casa nova, rotinas, hábitos ... tudo novo. Espero ser mais saudável, mas alerta e mais confiante em mim mesma, por que não dá pra ficar a vida toda sempre achando que tô pisando em falso... isso cansa, fere.
Não quero a certeza de tudo, quero garantias. De que vou ter hábitos saudáveis, horários. Quero dormir todas as noites sem ter que tomar os comprimidos que me oprimem o corpo todo no dia seguinte.
Ah, eu ia esquecendo de uma coisa, quero calma, muita calma pra tudo. Paciência e organização também, com as coisas e com as pessoas.
Quero chegar em casa do trabalho, sentar e ler, sorrir, tomar um suco de fruta na varanda ...
Nesses ultimos dias desse ano, vou fazer uma limpeza geral.
Vou tirar de mim tudo e todos que de alguma forma, já não me servem mais, que me deixam amarrada a coisas que eu não posso ter e nem quero mais, custa muito pedir uma vida nova, mais organizada, mais tranquila? Acho que não e espero ser coerente o bastante quando peço isso e enquanto imagino meu novo canto ... tranquilo e aconchegante como eu sempre quis.
É que ando mergulhada numa atmosfera duvidosa, onde a realidade, os sonhos e os desejos de um futuro muito próximo, se misturam entre planos, incertezas, desconfianças, vontades e apegos. Eu queria poder tocar pra ter certeza, te juro.
Essa vontade dói igual arame farpado cravado na pele, nem queira sentir... O ano tá quase no fim e o que eu quero é paz pro meu coração e pra minha alma que andam meio atormentados.
Ano novo promete vida nova, casa nova, rotinas, hábitos ... tudo novo. Espero ser mais saudável, mas alerta e mais confiante em mim mesma, por que não dá pra ficar a vida toda sempre achando que tô pisando em falso... isso cansa, fere.
Não quero a certeza de tudo, quero garantias. De que vou ter hábitos saudáveis, horários. Quero dormir todas as noites sem ter que tomar os comprimidos que me oprimem o corpo todo no dia seguinte.
Ah, eu ia esquecendo de uma coisa, quero calma, muita calma pra tudo. Paciência e organização também, com as coisas e com as pessoas.
Quero chegar em casa do trabalho, sentar e ler, sorrir, tomar um suco de fruta na varanda ...
Nesses ultimos dias desse ano, vou fazer uma limpeza geral.
Vou tirar de mim tudo e todos que de alguma forma, já não me servem mais, que me deixam amarrada a coisas que eu não posso ter e nem quero mais, custa muito pedir uma vida nova, mais organizada, mais tranquila? Acho que não e espero ser coerente o bastante quando peço isso e enquanto imagino meu novo canto ... tranquilo e aconchegante como eu sempre quis.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Há tempos não amanhecia assim... dilacerada. Sem qualquer anteparo, me jogo numa roda imensa. A roda começa a girar e eu perco o chão. Essa maldita síndrome de Peter Pan e a vontade louca de começos. Sei, eu já disse. Me perco sempre. Sinto vontade da calma que sinto quando falo contigo, por mais doloroso que seja, assim, de longe, vez-em-quando. É que não dormi de ontem pra hoje, sabe? Levantei da cama achando que tá tudo errado. Troquei os lençóis, abri a janela e lembrei que quero a minha vida de volta. A minha casa, a rua cheia de árvores, o clima. Daquele abraço que eu nem mesmo sei a dimensão e a profundidade, eu senti falta. Daquela ânsia que fica no peito, aquele desejo de fazer o mundo parar quando você simplismente, me diz tudo que eu sempre quis ouvir. O mundo não parou, desde então.
Hoje estou num daqueles dias de... não quero mais brincar disso, não. Eu, me sinto, pra variar, em pedaços. Não quero mais sentir aquele medo de antes, "mas ele não desgruda". Tantas vezes dá vontade de... pois é. Novamente perdi mais uma oportunidade. É que não consigo viver sem uma boa dose de dor, talvez. Insisto tanto em continuar errando que um dia ainda me ferro. Não, não... não gosto nada de como tudo está agora. Mas vai passar... deixa estar!
Hoje estou num daqueles dias de... não quero mais brincar disso, não. Eu, me sinto, pra variar, em pedaços. Não quero mais sentir aquele medo de antes, "mas ele não desgruda". Tantas vezes dá vontade de... pois é. Novamente perdi mais uma oportunidade. É que não consigo viver sem uma boa dose de dor, talvez. Insisto tanto em continuar errando que um dia ainda me ferro. Não, não... não gosto nada de como tudo está agora. Mas vai passar... deixa estar!
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