Quando tudo faz lembrar. Quando tudo faz ficar. Aí vem a sensação de que os caminhos não se cruzam ou entrecruzam por acaso. E é disso que é feita a vida. De eternos retornos.
Últimos dias sozinha. O que fica é a vontade de amanhecer junto com o sol de manhã. Renascer com um desejo novo e nenhum peso no peito. Estou em casa da minha mãe. Reconheço a casa, o banheiro, o cheiro, a comida por ela e agradeço a enorme paciência comigo.
Juntos meio ano, dessa vez estamos acertando a mão na tal abertura de sentimentos pro mundo, pra vida. Não, não, nossa história nem começou. Ela se refaz, como cada dia, um após o outro.
Uma metade de 2010 acaba para dar lugar a outra, um ano cabalístico para mim. O ano dos 40, o ano dos 10. Adoro a idéia de saturno ter anéis, de termos iniciado a vida no fundo dos oceanos. Adoro acordar de noite com medo e sentir que você está ao lado. No escuro e vendo.
Não sei, amigos queridos, o que nos espera dobrando a esquina do tempo. Espero que seja mais aceitação, mais paz por dentro, mais amor para os olhos, corpo e alma. Não quero hoje fazer balanços ou planos. Quero continuar tentando. Quero não ter medo de gritar quando sentir vontade, de beijar quando tiver desejo, de desistir quando tudo mais já não valer a pena. Como diz a musa desse blog, desistir é também uma forma de começar tudo de novo.
Que venha o que me espera... vou deixar a porta aberta!
domingo, 18 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é o que eu quero, eu sou o que você quer, mas às vezes, as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...
Mas aí, daqui uns dias.... você vai voltar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.
Mas aí, daqui uns dias.... você vai voltar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Há alguns dias, Deus, ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus, enviou-me certo presente ambíguo: Uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer, eu já estava lá dentro.
E estar dentro daquilo era bom.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer, eu já estava lá dentro.
E estar dentro daquilo era bom.
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