Há tempos não escrevo desse modo despudorado e íntimo. São reflexos desses dias frios, calmos, sem grandes alardes. Alguns rompimentos de contratos, assinatura de outros. Gosto dessa casa de enormes janelas, de onde posso ver o céu entrecortado por outros prédios maiores e menores e isso, de algum modo, me lembra você e suas paisagens.
Ando ampla, sem vontade de grandes lamentações ou autopiedade. O meu tempo é hoje, embora continue com a mania de olhar através de frestas. Nesse outro tempo, revejo de soslaio antigos sorrisos e me alegro com belezas que um dia visitaram meu quarto, minha cama, minha vida.
Mas tudo isso também faz parte. Não é assim que acabamos por guardar as memórias mais significativas? Não é por isso que fazemos compotas de frutas raras, que ficam escassas em determinadas estações?
Alguns viraram amigos, outros desapareceram sem que eu jamais os tivesse visto, conhecido. Outros tantos continuam surgindo. Alguns deixam rastros, outros apenas participam calados dessa minha aventura diária. Mas quem de fato está do outro lado da tela? Quem são meus duplos nesse espelho?
domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Há tempos não amanhecia assim... dilacerada. Sem qualquer anteparo, me jogo numa roda imensa. A roda começa a girar e eu perco o chão. Essa maldita síndrome de Peter Pan e a vontade louca de começos. Sei, eu já disse. Me perco nos finais. Vou sentir falta da calma que sinto ao seu lado, por mais doloroso que fosse. É que não dormi de ontem pra hoje, sabe? Levantei da cama achando que tá tudo errado. Troquei os lençóis, abri a janela e lembrei que quero a minha vida de volta. O meu quarto, a rua cheia de árvores, o clima. Até das despedidas eu senti falta. Daquela ânsia que ficava no peito, aquele desejo de fazer o mundo parar. O mundo não parou, desde então.
Hoje estou num daqueles dias de... não quero mais brincar disso, não. É sério. Ontem fui visitada por uma das minhas melhores amigas. Ela tão centrada, equilibrada. Eu, pra variar, em pedaços. Não quero mais sentir aquele medo de antes, "mas ele não desgruda". Tantas vezes dá vontade de... pois é. Novamente perdi mais uma oportunidade. É que não consigo viver sem uma boa dose de dor, talvez. Insisto tanto em continuar errando que um dia ainda me ferro. Não, não... não gosto nada de como tudo está agora. Mas vai passar... deixa estar!
Hoje estou num daqueles dias de... não quero mais brincar disso, não. É sério. Ontem fui visitada por uma das minhas melhores amigas. Ela tão centrada, equilibrada. Eu, pra variar, em pedaços. Não quero mais sentir aquele medo de antes, "mas ele não desgruda". Tantas vezes dá vontade de... pois é. Novamente perdi mais uma oportunidade. É que não consigo viver sem uma boa dose de dor, talvez. Insisto tanto em continuar errando que um dia ainda me ferro. Não, não... não gosto nada de como tudo está agora. Mas vai passar... deixa estar!
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