Aimee Mann canta sem parar nessa manhã gelada. Os dias têm amanhecido mergulhados nessa bruma. E eu leio Nuno Ramos que diz: "quando foi que amei o intermediário, corpo viscoso e provisório, nem fome, nem alimento?" Quando é que amamos o transitório, sem desejar permanência?
Me pergunto, entre uma caneca de chá e um pedaço de bolo de cenoura. Acho que isso não existe, pelo menos pra mim. Adoro pensar nos próximos capítulos, no desenvolvimento dos personagens ao longo da narrativa.
Sou feita dos lugares-comuns de um filme romântico, por isso me conformo em ser assim, contraditória. Preciso de um aconchego. Na verdade, preciso me apaixonar por um novo projeto, uma nova forma de expressão. Seremos assim mesmo tão dependentes dos desafios? O que me dizem os astros?
Não, não sei ser fria como me pedem. Adoro colo, abraço, beijo colado. Gosto de fazer tempurá de camarão enquanto penso no molho de gengibre e capim-santo que melhor vai acompanhar o prato. É disso que gosto. Desse fogo lento que envolve a cozinha e vez-em-quando me toca também.
É disso que gosto. Do toque das palavras que quase se materializam mas, como diz Nuno Ramos, já não nos oferecem qualquer perigo de engano.
sempre assim, queremos um colo, uma coisa que faça nós, as mulheres nos sentirmos umas mais especiais que as outras. GOSTEI do texto, minha linda.
ResponderExcluir' Na verdade, preciso me apaixonar por um novo projeto, uma nova forma de expressão. '
Faremos isso daqui pra frente, né não? DUHDSAIUHDSA'
te amo minha pequena, obrigada por TUDO! ♥