quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Costumo ser indulgente com certos sentimentos. E intolerante em relação a outros. Hoje acordei com vontade de tomar chá, metida num roupão de flanela, com meu sapatinho-de-frio (feito pra usar em casa). Mas não pude. Fiquei com raiva de ter que sair na rua, onde o frio de 15 graus desafiava meu humor e minha capacidade de ser generosa e boa às 6:30h da manhã.
Às vezes concluo que espero demais da vida e das pessoas que dela fazem parte. Não parece ser verdade, mas tenho dentro de mim, lá no fundo, uma úlcera que queima, dói, uma úlcera de perfeccionismo.
Isso me afeta demais. Mais do que deveria.
Por que teimo em tornar as coisas tão mais difíceis? Estou subjulgada a ser assim pro resto da minha vida, querendo sempre mais, mais?
O meu trabalho anda me saturando, de tudo.
De falta de reconhecimento, falta de entusiasmo e confesso que não sei viver assim, e acabo não dando o melhor de mim no que faço. Sei que posso mais.
Na verdade, o que eu queria mesmo, traduz-se na doce voz de Elis Regina:

'Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais...'

Sim, a cada dia que passa, tenho certeza que a minha terapia é essa.

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