sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O sol cedeu lugar à chuva. Tudo cinza e frio. Mas isso bem que me agrada. Depois de férias pronlongadas, estou de volta à rotina. Um fim de semana ainda me resta pra  perceber outros tons no céu e reencontrar amigos queridos. Isso é bom.

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Ando ampla, sem vontade de grandes lamentações ou autopiedade. O meu tempo é hoje, embora continue com a mania de olhar através de frestas. Nesse outro tempo, revejo de soslaio antigos sorrisos e me alegro com belezas que um dia visitaram minha vida.

Mas tudo isso também faz parte. Não é assim que acabamos por guardar as memórias mais significativas? Não é por isso que fazemos compotas de frutas raras, que ficam escassas em determinadas estações?

Fico me perguntando agora o que quero, de fato, da vida? Estabilidade? Fortes emoções? Respostas francas? Evasivas? Sei que sou sim, cheia de subterfúgios... mas uma hora cansa. Não seria mais fácil definir papéis? Cumprir certo roteiro? Pensar num final feliz?

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Você diz que sou romântica. Eu me acho cada vez mais dissimulada em matéria de amor...

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