E tudo que eu queria era a tal pausa de mil compassos, da qual falou Mestre Paulinho da Viola. E tive. Mais um final de semana longe do blog, me fez pensar nos motivos que me levam a escrever aqui . É que vez-em-quando a palavra escrita tem essa capacidade de revelar pra nós mesmos o que acontece no entorno. Explico: o mundo gira tão depressa com o seu “grande poder” que perdemos um pouco a capacidade de reflexão. Tudo (o olhar, o ouvir, o sentir) se contamina com a urgência do tempo, que não mais permite o fôlego pós-mergulho.
Pretendo deixar meu atual emprego. Recomeçar. E como eu gosto disso, dessa possibilidade de alterar as coisas do lugar de sempre, mudar o trajeto, a rotina, os horários. Nesse último mês, aproveitei ao máximo cada momento. Nenhum novo amor, nenhuma grande revelação. Alguns filmes e livros, muitas músicas. Boas gargalhadas, pouco choro. Sem grandes farras ou fugas, ficou a vontade de tomar suco de fruta de manhã cedinho, lendo poesia.
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