Quando tudo faz lembrar. Quando tudo faz ficar. Aí vem a sensação de que os caminhos não se cruzam ou entrecruzam por acaso. E é disso que é feita a vida. De eternos retornos.
Últimos dias sozinha. O que fica é a vontade de amanhecer junto com o sol de manhã. Renascer com um desejo novo e nenhum peso no peito. Estou em casa da minha mãe. Reconheço a casa, o banheiro, o cheiro, a comida por ela e agradeço a enorme paciência comigo.
Juntos meio ano, dessa vez estamos acertando a mão na tal abertura de sentimentos pro mundo, pra vida. Não, não, nossa história nem começou. Ela se refaz, como cada dia, um após o outro.
Uma metade de 2010 acaba para dar lugar a outra, um ano cabalístico para mim. O ano dos 40, o ano dos 10. Adoro a idéia de saturno ter anéis, de termos iniciado a vida no fundo dos oceanos. Adoro acordar de noite com medo e sentir que você está ao lado. No escuro e vendo.
Não sei, amigos queridos, o que nos espera dobrando a esquina do tempo. Espero que seja mais aceitação, mais paz por dentro, mais amor para os olhos, corpo e alma. Não quero hoje fazer balanços ou planos. Quero continuar tentando. Quero não ter medo de gritar quando sentir vontade, de beijar quando tiver desejo, de desistir quando tudo mais já não valer a pena. Como diz a musa desse blog, desistir é também uma forma de começar tudo de novo.
Que venha o que me espera... vou deixar a porta aberta!
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