quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pra não falar de amor...

Hoje eu não quero falar de amor, pensar em amor, lembrar de coisas que um dia se apresentaram como possibilidade de... amor. É que mentira tem perna curta e eu não tô mais a fim de começar tudo de novo, acreditar naquele blá-blá-blá cheio de boas intenções, pra depois terminar em desafeto, falta de cuidado a ponto de: -putz! Não era bem isso que eu queria...

Acho que é porque tá frio e ontem foi ontem. E lembrei de tempos atrás quando eu era capaz de inventar mil surpresas sem a menor vontade de impressionar, apenas pra... ver você sorrir? É isso. Você sorria para dentro. E aquilo me incomodava... por isso eu bolava novas maneiras de encantar, fazer carinho quente bem debaixo da asa esquerda que eu julgava quebrada.

Mas o anel que tu me deste era de areia. A mesma que a gente pisou sem deixar grandes marcas. E isso agora incomoda. Aquela minha total disponibilidade e a sua incapacidade de se deixar amar. Hoje eu vivo olhando o céu, buscando gaivotas mesmo longe do mar.

E fazia versos e tocava violão e me revirava por dentro. Descobria desde a tristeza dos meus olhos até o sonho mais escondido. Desde então nosso brinquedo preferido era fazer-de-conta... "-faz de conta que te amo"... mas hoje eu não quero falar de amor, pensar em amor, lembrar de coisas que um dia se apresentaram como possibilidade de... amor.

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