sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sim, eu sei. Já percebi.

Voltei a ser confessional. Deve ser influência da Ana, em mais uma releitura angustiada. Acordei com nova bomba familiar nas mãos e essa promete um estrago enorme. Vontade louca de escrever do lado de cá esses cacos de fantasias. E nem preciso seguir muito longe em minhas reflexões para descobrir que me sinto mais feliz quando estou dormindo, já que por lá eu sonho.

Louca pra pegar a estrada de novo, dar um salto... a crise de ontem foi passando aos pouquinhos. Pensei que entraria numas de pânico e tal... mas na hora que a coisa aperta, tenho que me jogar pra cair com os dois pés no chão. Eles não precisam de mim aqui.  Não posso me dar ao luxo de ter crises subjetivas quando a realidade bate na porta com ganas de arrombamento.

Junto com a Correspondência Incompleta, releio Açúcar, livro doce, doce, de Gilberto Freyre. Antropologia da culinária patriarcal nordestina, mais especificamente da minha região, a Zona do Coração. Sinto quase o cheiro dos doces em tachos enormes de cobre... fogo de lenha, morno... vontade de dormir até tarde, adiando as decisões. Vou manter o tom correto do discurso. E depois vou sair de fininho, no meio da noite, antes que alguém me veja...

P.S.: impossível não deixar uma receita do livro Açúcar:

Ciúmes

• 1 libra (500g) de açúcar feito mel em ponto de calda

• 1 coco ralado bem miúdo

• 3 ovos

• 1 quarta (120g) de manteiga lavada

• canela e erva doce, ao gosto

• 1 xícara d'água

• 1 xícara de farinha de trigo

Amassa-se bem a manteiga com o coco, depois os ovos, um a um e o açúcar. Em seguida, tempera-se com a canela, a erva-doce e, por fim, a água, alternando com a farinha.

Estando tudo bem misturado, deixa-se ligar e deita-se a massa em forminhas untadas com manteiga. Temos então os ciúmes, que não devem ser comidos muito quentes, assim como o sentimento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário