sábado, 17 de outubro de 2009

Quase sem querer, ouvi coisas antigas hoje. E também revi pessoas de um passado que julgava resolvido.

Estar na casa da mãe tem dessas nostalgias. Café da manhã com bolo, quarto sempre arrumado, toalhas muito, muito limpas, plantas e flores até onde o olhar acompanha... tem também doce em calda, olhares cuidadosos, mãos delicadas... mas existem também abismos... hoje, depois de tanto tempo, ouvi canções que me lembram o último amor... aquele que tocou tão fundo que depois do fim fez meu coração ficar frio.

Não consigo mais sentir... simplesmente não consigo. Estou seca, morna, sem vontades... saio, vejo, toco, olho... as pessoas se aproximam, sorriem, eu retribuo...

-Oi! Tudo bem?

-Tudo, e você?

-Tudo bem, você é daqui? Nunca ti vi por aqui?

-Eu? Sou... é que eu tava fora... voltei... muito prazer...

E não consigo nada além de ser agradável, correta, cordata.

Me sinto uma estranha  em jantares entre amigos. Falo de canções antigas que ninguém mais ouve, de sambas-canções que só tocam no meu coração... e meu beijo... bem, meu beijo mais parece de plástico, sem qualquer emoção ou viço... perdi a vontade de ser... e não faço dramas... quero apenas retomar o contato com meus pedaços... quero rir sempre, como sempre fiz... e não esquecer os caminhos.

Hoje fiz uma coisa feia! Visitei um blog, fui a uma rua, quebrei uma promessa. Parece letra da Calcanhoto, mas não é. É a minha vida. Repleta de clichês, frases feitas, canções melosas. Mas com uma incrível vontade de acertar.

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