quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Não quero que tudo isso seja em vão, não quero que simplismente o vento leve embora como pó.

É que ando mergulhada numa atmosfera duvidosa, onde a realidade, os sonhos e os desejos de um futuro muito próximo, se misturam entre planos, incertezas, desconfianças, vontades e apegos. Eu queria poder tocar pra ter certeza, te juro.

Essa vontade dói igual arame farpado cravado na pele, nem queira sentir... O ano tá quase no fim e o que eu quero é paz pro meu coração e pra minha alma que andam meio atormentados.

Ano novo promete vida nova, casa nova, rotinas, hábitos ... tudo novo. Espero ser mais saudável, mas alerta e mais confiante em mim mesma, por que não dá pra ficar a vida toda sempre achando que tô pisando em falso... isso cansa, fere.

Não quero a certeza de tudo, quero garantias. De que vou ter hábitos saudáveis, horários. Quero dormir todas as noites sem ter que tomar os comprimidos que me oprimem o corpo todo no dia seguinte.

Ah, eu ia esquecendo de uma coisa, quero calma, muita calma pra tudo. Paciência  e organização também, com as coisas e com as pessoas.

Quero chegar em casa do trabalho, sentar e ler, sorrir, tomar um suco de fruta na varanda ...

Nesses ultimos dias desse ano, vou fazer uma limpeza geral.

Vou tirar de mim tudo e todos que de alguma forma, já não me servem mais, que me deixam amarrada a  coisas que eu não posso ter e nem quero mais, custa muito pedir uma vida nova, mais organizada, mais tranquila? Acho que não e espero ser coerente o bastante quando peço isso e enquanto imagino meu novo canto ... tranquilo e aconchegante como eu sempre quis.

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