Há tempos não amanhecia assim... dilacerada. Sem qualquer anteparo, me jogo numa roda imensa. A roda começa a girar e eu perco o chão. Essa maldita síndrome de Peter Pan e a vontade louca de começos. Sei, eu já disse. Me perco sempre. Sinto vontade da calma que sinto quando falo contigo, por mais doloroso que seja, assim, de longe, vez-em-quando. É que não dormi de ontem pra hoje, sabe? Levantei da cama achando que tá tudo errado. Troquei os lençóis, abri a janela e lembrei que quero a minha vida de volta. A minha casa, a rua cheia de árvores, o clima. Daquele abraço que eu nem mesmo sei a dimensão e a profundidade, eu senti falta. Daquela ânsia que fica no peito, aquele desejo de fazer o mundo parar quando você simplismente, me diz tudo que eu sempre quis ouvir. O mundo não parou, desde então.
Hoje estou num daqueles dias de... não quero mais brincar disso, não. Eu, me sinto, pra variar, em pedaços. Não quero mais sentir aquele medo de antes, "mas ele não desgruda". Tantas vezes dá vontade de... pois é. Novamente perdi mais uma oportunidade. É que não consigo viver sem uma boa dose de dor, talvez. Insisto tanto em continuar errando que um dia ainda me ferro. Não, não... não gosto nada de como tudo está agora. Mas vai passar... deixa estar!
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