segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Depois de muito tempo, resolvo voltar a escrever aqui. É, em um dia quente, que a chuva fina não consegue esfriar, não encontro um motivo exato para explicar a minha vontade de (re)começar a escrever novamente.

Nunca gostei da minha letra no papel, da minha voz gravada, da minha imagem em fotografias. Mas sou fascinada pelo instante-já. Adoro a possibilidade de um agora sem dor e sem ruídos. Talvez por isso desejo morrer rapidamente: fechar os olhos como um cerrar de cortinas no fim dos espetáculos.

Mas não é sobre morte ou dor que desejo falar. Não vou entrar em detalhes, mas meu universo profissional deu uma guinada impressionante em poucos dias e tudo que posso dizer por enquanto (enquanto esse novo tempo está apenas começando) é que estou feliz, leve. Sei lá...

Tudo que eu precisava agora era sussurrar uma canção suave no seu ouvido. É, hoje eu queria bem isso. Trata-se de uma canção em espanhol, que vem da Argentina. Numa língua estrangeira, bem sei. Como esses sentimentos que passam agora através de mim. Depois colaria meus lábios na sua nuca e confessaria segredos impronunciáveis em voz alta. Só pra depois cuidar em te dar um abraço apertado, como naquelas despedidas do sem-volta.

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