sábado, 11 de julho de 2009

Houve um tempo em que acreditei que podia olhar para as nuvens, para o céu e mudar o lugar e as pessoas, acreditei que podia olhar para baixo de novo e já não estaria no mesmo lugar nem entre os mesmos, já não seria a mesma, porque o céu e as nuvens são iguais em toda parte e para qualquer um, achei que bastava olhar para as nuvens passando e depois imaginar que não era eu nem aquele lugar, que bastava olhar para o alto para acordar de novo.
Guardei essa crença como um segredo que só deveria ser aplicado em último caso, quando não tivesse mais nenhuma saída, mas um dia deixei de acreditar, e no dia em que finalmente precisei olhar para cima, percebi que já não acreditava.
Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só queria ter o que eu tivesse sido e não fui, mas ultimamente tudo tem tomado um rumo diferente, e confesso que tenho gostado disso.
Tenho gostado de como meus dias amanhecem e como minhas noites terminam, estou mais serena, mais convicta do que realmente quero daqui pra frente e as circunstâncias tem me ajudado muito nisso.
Não que eu esteja numa maré de coisas boas, nem sempre dá certo, mas na medida do possível tô conseguindo remediar, afastar, mudar o que não sai da forma que eu esperava.

2 comentários:

  1. Permita-me fazer das suas palavras, palavras minhas... .

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  2. Sinta- se à vontade, até por que, assim, não me sinto tão sozinha com meus devaneios, minhas divagações.

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